"É coisa preciosa, a saúde, e a única, em verdade, que merece que em sua procura empreguemos não apenas o tempo, o suor, a pena, os bens, mas até a própria vida; tanto mais que sem ela a vida acaba por tornar-se penosa e injusta."

 

Ensaios - Michel de Montaigne

 

Em Portugal as Terapias tem dado passos lentos, mas sustentados nestes últimos 20 anos, graças ao esforço de muitos profissionais de saúde. Longe vão os tempos da clandestinidade e ligação ao oculto, ocupando as terapias hoje um espaço merecido no plano da formação e prestação de cuidados de saúde de qualidade.
A visão global do individuo como um ser único é uma das grandes mais valias, num mundo que tende a normalizar tudo, enquadrando a pessoa num protocolo.


Nestes últimos 20 anos inúmeros profissionais desenvolveram trabalhos nas mais variadas áreas da Medicina Complementar, alguns mesmo de forma exclusiva, tal como no meu caso.
Muitas terapias já fazem parte das rotinas de saúde dos portugueses, estando algumas já incluídas no seio hospitalar, tal como é o caso da Acupunctura.

 

Legalmente estamos em fase avançada de negociação com a Lei nº 71/2013, das seguintes terapias:
a) Acupunctura
b) Fitoterapia
c) Homeopatia
d) Medicina Tradicional Chinesa
e) Naturopatia
f) Osteopatia
g) Quiropráxia


Apesar do processo não ser pacífico e ainda estar em fase de negociações, será inevitável a sua inclusão no panorama nacional de saúde.
Algumas ordens profissionais, das quais destaco a dos Enfermeiros e Médicos estão a reconhecer e a validar algumas dessas terapias, contribuindo dessa forma para a formação e credibilização das mesmas.
Hoje já é comum ver-se em Universidades, Hospitais, Clinicas, a inclusão das mais diversas terapias, em particular a Acupunctura, Massagem e Terapias energéticas.


Ainda estamos longe de alguns países em que as mesmas são uma prática corrente e em que o utente pode escolher a forma de tratamento que considera mais adequado à sua mentalidade.
Os custos ainda são um entrave à escolha das terapias como método terapêutico, visto os mesmos não serem comparticipados pelo Sistema Nacional de Saúde. Só em casos muito pontuais de programas piloto nalguns hospitais portugueses e muita vezes por simpatia do pessoal de saúde, é que alguns utentes recebem algumas terapias. Por outro lado algumas seguradoras já incluem nas suas proteções algumas terapias, tal com a Acupunctura e alguns estilos de Massagem.


O futuro está na mãos de todos os profissionais e cabe agora às novas gerações implementarem tudo aquilo foi construído de forma individual com muito esforço. 

 

Professor José Malta

 

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