A Meditação para os orientais é algo tão importante como o respirar ou comer. Alimentar o espirito é uma forma de vida, onde todos os passos dados são pensados e avaliados diariamente.
A nossa rotina diária apodera-se de nós e o stress muitas vezes domina os nossos passos. Parar para pensar e educar a nossa mente pode ser o primeiro passo para quebrar a rotina e construir uma realidade diferente.
Se é daquelas pessoas que nunca tira para si nenhum momento então a meditação retrospetiva pode ser o primeiro passo. É simples e eficiente e adapta-se a todos. Não crie desculpas para dar o primeiro passo, de que não consegue meditar. Já tentou muitas vezes e desistiu? Então está na hora de voltar a tentar sem queixas, nem preguiça. Todos conseguimos meditar, basta insistir e com o tempo as coisas fluem. Meditar não é para seres iluminados, mas um instrumento ao alcance de todos.


Os cientistas referem que 2 meses de meditação diária altera o funcionamento do nosso cérebro e todos sabemos que o nosso cérebro é algo pouco explorado. Os benefícios são reconhecidos. Por isso que custa tentar? Proponho o seguinte exercício (o meu preferido).
À noite ao deitar feche os olhos e pensa no seu dia. Imagine que está a ver um filme desse dia e vai recuando no tempo, parando nos seus momentos importantes positivos e negativos. Em cada acontecimento importante pára, revê e no final enaltece ou corrige a sua atitude. Tomemos um exemplo negativo. Ao jantar pelo facto de não gostar de couves faz uma grande birra o que irrita as outras pessoas à mesa. Revê essa situação na sua imaginação e avalia a sua atitude. Vai pensar que foi indelicado para quem cozinhou e desagradável para todos os outros à mesa. A par disso avalia que é irresponsável ao recusar as couves pois são ótimas para a saúde. Nesse momento compromete-se a mudar. Vê na sua imaginação a forma correta de reagir e afirma que apesar de não gostar vai comer as couves para o seu bem.
Desta forma coloca na sua mente a informação da forma correta de reagir que fica gravada a par da informação incorreta. Em resumo, o cérebro fica com uma dupla informação o que coloca uma dualidade importante. Ou seja, da próxima vez que tiver couves no prato o cérebro não vai reagir instintivamente, criando um momento para pensar. Detesto couves, mas elas fazem bem, o que decidir? No fundo o que fazemos é programar o nosso cérebro da forma como queremos que ele reaga. O nosso cérebro não distingue do que aconteceu na realidade e o que foi criado pela imaginação. Ambas as informações são gravadas e consideradas reais.


Assim avaliamos todas as ações diárias e informamos o cérebro da forma correta de reagir.
Antes de terminar devemos pensar no dia seguinte e imaginar a nossa forma de reagir ao longo do dia. Pretendemos dessa forma planear o dia seguinte.
Esta minha proposta não é um milagre, mas sim o primeiro passo para transformar a nossa vida e de forma gradual construir uma mente sólida e sustentada.


Tentar não custa nada!

Prof. José Malta

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